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Pico? Que pico?

Por Craig Summers,
Peak? Which Peak?

Enquanto aproveitamos um verão atípico na Inglaterra, o Natal pode parecer muito distante. Entretanto, como costuma acontecer no mundo do varejo, marcas de todos os tipos estarão fazendo planos para sobreviver à época de maior movimento no calendário varejista. No entanto, enquanto as lojas de prestígio continuam a evoluir - ainda que se divulgue que estão morrendo - as compras sociais e o comércio eletrônico continuam apresentando um crescimento explosivo e os clientes estão mais exigentes do que nunca. Precisamos encarar a verdade: a temporada de pico não é mais como antes!

Os principais picos

O conceito de pico já não se limita às grandes lojas nem aos meses de novembro e dezembro. O clima mais do que agradável, a empolgação com a Copa do Mundo deste ano e outros picos de atividade nacional, como o casamento real, influenciaram os altos e baixos das tendências varejistas deste ano. Devido a todos esses fatores, combinados ao uso emergente da tecnologia no varejo, agora as marcas precisam aplicar as aprendizagens do ano todo para gerenciar qualquer pico, não apenas aquele que acontece por volta de 25 de dezembro.

A análise do período natalino do ano anterior já não será suficiente. Agora os picos se baseiam em cultura, estilo de vida, clima e até mesmo mudança política. Os varejistas devem preparar os seus negócios para isso durante o ano todo para que não precisem se preocupar com o gerenciamento do pico tradicional, que será considerado apenas como mais um período de muito movimento.

Kit de sobrevivência

Frequentemente, a principal tática de sobrevivência do varejo durante a época de pico tradicional é contratar vários funcionários temporários na época do Natal, para ajudar a lidar com a demanda, e demitir todos eles em janeiro. A dor de cabeça administrativa e a questão do custo são pesadelos, e a maioria dos funcionários não é tão eficiente nem informada quanto poderia ser, já que o seu período de integração é muito curto.

Em vez disso, os varejistas devem buscar ferramentas que combinam a força de trabalho tradicional e a força de trabalho do futuro: a tecnologia. Foi-se o tempo das atualizações complicadas e cheias de problemas, que tomam tempo e deixam os sistemas lentos – os varejistas não têm mais que aturar isso. As melhores ferramentas baseadas na nuvem têm flexibilidade para se adaptar a períodos de muito ou pouco movimento em qualquer época do ano, sem a necessidade de contratar, na base do pânico, um exército de novos funcionários. Assim, seres humanos e máquinas podem trabalhar em conjunto e os recursos disponíveis são gerenciados de forma mais adequada. Além disso, os varejistas não precisam temer o blecaute da TI que ocorre frequentemente quando as lojas e os canais online não conseguem lidar com o aumento da demanda. Em termos simples, os varejistas que ainda dependem de servidores físicos estão ficando para trás, principalmente na questão do gerenciamento de picos. Adotando as tecnologias de nuvem mais recentes, os varejistas contarão com uma flexibilidade inédita para gerenciar sem problemas os aumentos da demanda e, ao mesmo tempo, oferecer aos clientes uma experiência melhor durante o ano todo, sem risco de danos à marca nem impacto nas receitas.

Como sobreviver à escalada

Os desafios relacionados a qualquer pico de demanda ou vendas podem ser desastrosos quando não são gerenciados corretamente. Entretanto, os varejistas que levam em conta o comportamento dos clientes, as principais tendências e os tipos de demandas que ocorrem durante o ano todo não terão problemas durante o pico do Natal. No ambiente exigente da atualidade, a questão já não é sobreviver ao pico, mas aprender com a "escalada" toda.

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