Artigo

Como sobreviver à ruptura da Amazon na área de mercearia repensando o supply chain

Por Eric Lamphier,
Surviving Amazon's Grocery Disruption by Rethinking the Supply Chain

Liderada pelas ofertas de comércio eletrônico e de mercearia digital da Amazon, uma onda de varejistas está causando uma ruptura no setor de mercearia. À medida que o interesse dos consumidores em alimentos frescos aumenta, os varejistas reagem às mudanças na forma de fazer as compras básicas e oferecem mais transparência e informações sobre a obtenção dos alimentos. Além disso, os consumidores estão se acostumando à entrega online e ao click & collect (comprar no site e retirar na loja), à medida que a Amazon e outras empresas apresentam opções inovadoras de entregas das compras básicas.

Embora atualmente as vendas de mercearia no comércio eletrônico correspondam apenas a 2 a 4% do mercado, a tendência é ascendente. Há uma projeção de que as vendas de mercearia online cheguem a 20% do mercado até 2025, à medida que tanto os varejistas tradicionais quanto os de ruptura (como a Amazon, o Walmart e a Target) continuam a aperfeiçoar e amadurecer recursos eficientes para o supply chain de mercearia.[1]

Essa ruptura mudou as regras. Se as mercearias não fornecerem os alimentos mais frescos, da fazenda para a loja, o mais rápido possível e com a maior variedade possível de opções de entrega, inevitavelmente os consumidores procurarão os concorrentes que atendem a essas necessidades.

Aumentar a eficiência do supply chain integrando pessoas, processos e tecnologia

Para executar uma estratégia de comércio eletrônico e levar produtos frescos às prateleiras mais rapidamente, os varejistas da área de mercearia precisam realizar uma operação integrada de supply chain em todo o centro de distribuição. Pessoas, processos e tecnologia devem estar em sincronia para garantir eficiências agilizadas, otimização em tempo real e capacidade de trabalhar com pedidos tradicionais e de comércio eletrônico.

Pessoas

Ao fazer a transição para o comércio eletrônico, muitos centros de distribuição de mercearias se atrapalham por causa da necessidade de mudança da mentalidade dos trabalhadores do armazém. Em vez de simplesmente movimentar paletes de enlatados ou caixas de refrigerante, os trabalhadores precisam processar pedidos de comércio eletrônico (inclusive de itens frescos) de forma diferente. Talvez os trabalhadores precisem colocar pedidos individuais em sacolas nos centros de distribuição tradicionais ou até mesmo retirar pedidos em um centro de distribuição que é mais voltado para o comércio eletrônico (como uma dark store). Isso exige uma mentalidade mais próxima à de um comprador de mercearia no armazém.

Um centro de distribuição de mercearia precisa capacitar os trabalhadores e agilizar a mão de obra da seguinte forma:
  • Obtendo o engajamento dos trabalhadores: incentivar o desempenho, fornecer treinamento especializado (como a separação de pedidos de perecíveis) e oferecer uma tecnologia fácil de usar (como dispositivos móveis que prescrevem fluxos de trabalho e usam imagens para identificar itens frescos ao separar pedidos) ajuda os trabalhadores a manter a produtividade.
  • Integrando seres humanos e máquinas: a utilização de um sistema de execução de armazém (WES) incorporado ao seu sistema de gestão de armazém (WMS) pode ajudar a orquestrar toda a automação e otimizar a integração às tarefas dos trabalhadores.
  • Otimizando a alocação e a utilização da mão de obra: a previsão da demanda ajuda a otimizar a mão de obra regular, temporária e com horas extras e, ao mesmo tempo, permite avaliar o impacto de diversos cenários de colocação de pessoal por meio da modelagem baseada em hipóteses.

Processo

O comércio eletrônico desafia os processos tradicionais dos centros de distribuição de mercearias. O WMS deve focar nas áreas que eliminam ineficiências do armazém e melhoram processos como:
  • Rastreabilidade dos produtos: a capacitação dos fornecedores de etapas anteriores com visibilidade compartilhada de dados importantes ajuda a gerenciar lotes, rastrear eventos, melhorar a inspeção e lidar o mais rápido possível com problemas de produção ou remessa que afetam mercadorias frescas.
  • Appointment Scheduling e Yard Management: atrasos e descumprimento de compromissos causam atrasos nas mercadorias e contratempos nas descargas. Até mesmo um atraso de algumas horas pode afetar gravemente a entrega de mercadorias frescas ao cliente.
  • Otimização do layout do centro de distribuição: a otimização dos locais de armazenagem e da capacidade de alocação por meio de um layout de distribuição com várias temperaturas ajuda a manter as mercadorias frescas e prontas para a separação.
  • Streaming de pedidos: esse conceito inovador combina a separação em ondas e sem ondas simultaneamente para que você possa continuar processando pedidos de reabastecimento de mercearia e, ao mesmo tempo, atender pedidos individuais de comércio eletrônico.
  • Otimização da gestão de transporte: da adaptação às condições climáticas à otimização da descarga e da carga, um sistema de gestão de transporte (TMS) pode utilizar dados em tempo real para garantir que você preveja possíveis transtornos ou mudanças na demanda. Além disso, um TMS oferece a seleção da transportadora em vários modos, como serviço de encomendas, frota privada e serviços de transportadora.

Tecnologia

Às vezes, a tecnologia das operações do centro de distribuição para mercearia pode ficar isolada em silos e separada, principalmente à medida que o volume de pedidos multicanal aumenta. Isso causa conflito e confusão. A integração da automação, para que tudo funcione em conjunto, facilita o planejamento dos próximos movimentos, otimiza a prioridade dos pedidos e agiliza o atendimento. As metas são maximizar o rendimento e acelerar a transição das mercadorias frescas do armazém para o consumidor. O aumento da eficiência de todos os canais e ferramentas de automação proporciona uma vantagem competitiva ao entregar itens frescos e pedidos individuais.

Em temporadas de pico, a tecnologia correta também facilita a adaptação dos trabalhadores temporários. Os centros de distribuição modernos para mercearia estão usando dispositivos de ponta com telas sensíveis ao toque, semelhantes às dos celulares, que ajudam os trabalhadores a aprender e se adaptar rapidamente — prescrevendo fluxos de trabalho e fornecendo assistência (por exemplo: com imagens que ajudam os trabalhadores a identificar itens de mercearia ao fazer a separação). Esse tipo de tecnologia ajuda os trabalhadores a mudar do trabalho tradicional, movimentando caixas pesadas, e passar a focar na separação de pedidos individuais e as demandas específicas do atendimento no comércio eletrônico na área de mercearia. Esses dispositivos também ajudam na gestão de mudanças, no controle de qualidade e na precisão do inventário.

Repensar o supply chain de mercearia para o comércio eletrônico

O centro de distribuição de mercearia já tem os ingredientes certos para atender à demanda do comércio eletrônico. Agora você precisa repensar e otimizar o funcionamento conjunto de todos os elementos do supply chain — pessoas, processos e tecnologia — para vencer na nova realidade do omnichannel. Ferramentas inovadoras, como um WES incorporado ou o streaming de pedidos, orquestram todas as atividades de atendimento de pedidos em um armazém de alta velocidade. Sem essas ferramentas, as mercearias terão dificuldade de manter a competitividade por deixar de fornecer a seleção de produtos mais frescos e diversificados da forma mais rápida e conveniente possível. Um supply chain agilizado e eficiente é essencial — e agora as ferramentas que nos ajudam a chegar lá já existem.

Cumpra sua promessa aos clients